O que será de nós?

Repercutiu na impressa esta semana uma pesquisa realizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que informa que apenas 54% dos eleitores entre 16 e 20 anos pretendem votar. Os dados (qualitativos e quantitativos) foram produzidos pelo Instituto Opinião – informação estratégica.

Dentre outros resultados divulgados chama bastante a atenção a leitura que estes jovens fazem do processo eleitoral. Consta no relatório que, para o público pesquisado – “ os políticos são todos iguais. Decepcionam a cada ação, são desonestos, corruptos e não apresentam sinal de que irão mudar suas personalidades.” E mais, “o voto muda apenas a vida do político, para melhor.”

Os motivos para a desmotivação são os mais variados e destaca-se a sensação de que por meio do voto nada vai mudar, independentemente do político que assumir. Para este perfil de eleitor a saída democrática que trará mudanças são as manifestações populares. Mas qual?

O país viverá até 2018 um momento de decisão. Ou muda muita coisa, ou estaremos fadados a conviver com as mesmas práticas políticas que muito prejudicam à população. E o cenário que esta pesquisa descortina é de pessimismo. Se o Jovem, que em tese é mola propulsora da mudança, não se vê inserido no processo decisório e não se enxerga o voto como instrumento democrático, como diz o resultado da pesquisa, que esperança teremos de um futuro melhor..

O fato é, se seguirmos nesta toada, ano que vem estaremos elegendo os mesmos representantes políticos que hoje estamos execrando nas ruas e nas redes sociais.

O trabalho foi realizado entre os dias 10 de janeiro e 4 de fevereiro de 2017, investigou a opinião de mais de 2.600 pessoas das mais diversas regiões escolhidas para representar o universo investigado. Na etapa qualitativa a pesquisa ouviu entrevistados das cidades Guarapuava/PR, Maceió/AL, Palmeira dos Índios/AL, Belém/PA, Curitiba/PR, Hortolândia/SP, Várzea Paulista/SP, Lauro de Freitas/BA, Alagoinhas/BA, Jaraguá do Sul/SC, Diamantina/MG, Curvelo/MG, Belo Horizonte/MG, Goiânia/GO e Rio Verde/GO.

 

Rodrigo Antônio – OPINIÃO POLÍTICA