O Sistema eleitoral

Dentre as tantas pautas que tramitam no Congresso Nacional uma delas diz respeito ao modo como os deputados e os vereadores serão eleitos nas eleições seguintes. O modelo vigente é Sistema proporcional que visa distribuir as cadeiras do parlamento proporcionalmente ao número de votos obtidos pelo partido. Trocando em miúdos: um partido que obtiver maior número de votos terá direito a um número maior de deputados. Na prática permite que um candidato conhecido e puxador de votos consiga eleger indiretamente aquele postulante que pouco representativo da população.

Este preâmbulo todo foi para tratar de uma variável sine qua nom em pesquisas de opinião: o nível de conhecimento do candidato perante o eleitor.

Mais do que medir a intenção de votos é importante auferir em pesquisas o quão o candidato é conhecido da população e o quão ser conhecido repercute positivamente na sua imagem. Se for um personagem tarimbado na população e ainda por cima com carisma e cheio de virtudes, ele tem meio caminho andado para ser eleito (a outra metade do caminho é a campanha eleitoral propriamente dita). Por outro lado, candidatos muito conhecidos, mas com uma imagem que repercute negativamente tende a aumentar a sua rejeição.

Nas eleições proporcionais, ou seja, deputados e vereadores, o peso do fator conhecimento é minimizado visto que o postulante precisa ser lembrando somente entre um nicho de eleitores. Mas, na eleição majoritária, aquela que elege Presidente, prefeito e governador, este fator tem maior peso.

Vejamos os cenários: se o candidato for desconhecido da grande população, mas quem o conhece faz seu nome reverberar positivamente, a chance deste postulante se tornar competitivo é grande. Por outro lado, um cadiadato

Pensando no DF e com os nomes que estão sendo ventilados,

Por já estar à “meio caminho andado” , ou por ser conhecido do eleitorado.

 

Rodrigo Antônio – OPINIÃO POLÍTICA